Conquistar o primeiro emprego é um desafio para muitos jovens que ainda não possuem experiência profissional. Investir em qualificação e elaborar um bom currículo são passos importantes, mas saber demonstrar conhecimentos, habilidades e atitudes durante uma entrevista pode fazer a diferença na conquista de uma oportunidade.
De acordo com a diretora de Gente e Performance do Grupo Trino, Cláudia Dowsley, cursos livres, conhecimentos em informática, idiomas e atividades extracurriculares ajudam a enriquecer o currículo. Entretanto, é importante compreender que a ausência de experiência profissional não significa ausência de competências.
“Quando uma empresa convida um jovem sem experiência para uma entrevista, ela já conhece essa condição e considera a possibilidade de contratar alguém que está iniciando sua trajetória. Por isso, mais do que apresentar cursos e certificados, o candidato precisa aproveitar esse momento para mostrar quem é, o que sabe fazer e como pode contribuir”, explica Cláudia.
Segundo a especialista, muitas competências valorizadas pelas empresas são desenvolvidas fora do ambiente profissional. A organização dos estudos, a participação em projetos escolares, atividades voluntárias e até responsabilidades assumidas em casa podem demonstrar disciplina, comprometimento e capacidade de organização.
“Um jovem que ajudou a organizar um campeonato de futebol, por exemplo, pode ter desenvolvido habilidades de planejamento, comunicação e trabalho em equipe. Até mesmo os hobbies podem revelar características importantes, como persistência, criatividade e dedicação. O fundamental é reconhecer essas experiências e conseguir explicar o que aprendeu com elas”, destaca.
Para Cláudia, não se trata de transformar qualquer atividade em experiência profissional, mas de identificar comportamentos e valores desenvolvidos ao longo da vida que podem contribuir para o trabalho.
Jovem Aprendiz: o início de uma trajetória profissional
Os programas de aprendizagem representam uma importante porta de entrada para o mercado de trabalho, combinando formação teórica e experiência prática. Além de desenvolver competências, permitem que os jovens conheçam a dinâmica das empresas e construam suas primeiras referências profissionais.
Entretanto, a especialista ressalta que o programa não deve ser encarado apenas como uma preparação para o futuro, mas como parte efetiva da carreira.
“Embora tenha a aprendizagem como objetivo central, essa experiência já representa o início de uma trajetória profissional. É importante participar ativamente das aulas, demonstrar curiosidade, acolher orientações e assumir com responsabilidade as atividades propostas. O jovem não precisa chegar sabendo tudo, mas precisa estar disposto a aprender e a se desenvolver”, orienta.
Outro aspecto importante é compreender que a construção do currículo não termina com a contratação. A postura profissional, os relacionamentos, o comprometimento e os aprendizados adquiridos durante cada experiência também contribuem para as oportunidades futuras.
“Muitas vezes, o jovem concentra seus esforços em conquistar a vaga e esquece que, depois da contratação, continua construindo sua história profissional. A primeira oportunidade deve ser valorizada, independentemente de ser uma experiência temporária ou de longa duração. Afinal, a carreira não começa quando alcançamos uma posição de destaque, mas nas atitudes e escolhas que fazemos desde o primeiro emprego”, conclui Cláudia Dowsley.
*Via Assessoria