Fade: uma ponte para a ciência, a inovação e o desenvolvimento

Quando falamos em ciência, pesquisa, inovação e formação acadêmica, a imagem da universidade está no centro da conversa. É nela que pesquisadores desenvolvem estudos, estudantes são formados e novos conhecimentos são produzidos. Mas existe uma estrutura fundamental para que muitas dessas iniciativas saiam do papel e alcancem resultados concretos: as fundações de apoio.

A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade) é parte dessa estrutura. Criada em 1981 para apoiar projetos da Universidade Federal de Pernambuco, a Fundação ampliou sua atuação ao longo de mais de quatro décadas e hoje sua atuação não se restringe à UFPE. A Fade está autorizada a apoiar diferentes instituições federais de ensino e pesquisa, em uma atuação que alcança cinco estados do Nordeste e o Distrito Federal.

Essa trajetória mostra uma transformação importante: a Fade deixou de ser compreendida apenas pelo vínculo histórico com uma universidade e passou a ampliar sua atuação no no ecossistema de ciência, tecnologia e inovação. Sua missão é apoiar projetos de ensino, pesquisa, extensão, inovação e desenvolvimento científico e tecnológico, conectando instituições acadêmicas, órgãos financiadores, setor público, setor privado e sociedade.

Na prática, isso significa cuidar de uma dimensão essencial para que o conhecimento produzido na academia possa se transformar em resultado. A gestão financeira e administrativa de um projeto envolve contratação de profissionais, aquisição de equipamentos e insumos, acompanhamento de despesas, gestão de bolsas, cumprimento de normas e prestação de contas. São processos que exigem conhecimento técnico, responsabilidade e segurança jurídica.

Quando essa engrenagem funciona adequadamente, pesquisadores e instituições conseguem concentrar esforços em sua atividade-fim. A fundação de apoio atua nos bastidores para que um projeto de pesquisa possa avançar, que uma iniciativa de extensão alcance seu público, que uma inovação seja desenvolvida ou que um programa de formação consiga chegar aos seus participantes.

Esse trabalho evidencia que a atuação de uma fundação de apoio vai muito além da administração de recursos. Trata-se de uma atividade especializada, que exige capacidade de gestão e, ao mesmo tempo, compreensão das particularidades da pesquisa, do ensino, da extensão e da inovação.

Ao longo de sua história, a Fade consolidou competências para atuar em projetos de diferentes áreas e em parceria com instituições diversas. Hoje, essa experiência permite que a Fundação contribua para uma rede mais ampla de produção e aplicação do conhecimento, estabelecendo conexões entre academia, governos, empresas e organizações da sociedade.

É essa capacidade de conectar diferentes atores que considero uma das maiores forças de uma fundação de apoio. A ciência não se encerra na universidade. Ela precisa dialogar com os desafios do território, com as necessidades da população e com as demandas de um mundo em constante transformação.

Por isso, fortalecer as fundações de apoio é também fortalecer a capacidade brasileira de produzir ciência, formar pessoas, inovar e transformar conhecimento em desenvolvimento. A Fade tem orgulho de sua origem e de sua relação histórica com a UFPE, e sua atuação hoje é maior: somos uma instituição que apoia diferentes parceiros e projetos, com o compromisso de contribuir para que ideias, pesquisas e iniciativas possam se transformar em resultados concretos para a sociedade.

Maira Pitta é diretora presidente da Fade

*Via Assessoria